A história por trás de “A Pequena Sereia”

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Basta ver de relance o cabelo vermelho e uma cauda para reconhecer Ariel, “A Pequena Sereia”. Desde 1989, este adorável filme tem emocionado os espectadores com suas belas músicas e a história de uma adolescente alegre que tenta encontrar seu próprio caminho. E o mais surpreendente, é que a popularidade de “A Pequena Sereia” continua aumentando, a ponto de ter seu próprio espetáculo em um show da Broadway.

 

Você também é fã dessa história? Então, vai gostar de conhecer alguns segredos sobre como esse incrível filme ganhou vida. Para começar, veja a seguir a imagem da arte conceitual de “A Pequena Sereia” que foi compartilhada há alguns anos pelos diretores dessa obra, Ron Clements e John Musker.

 

Você sabia que originalmente a Ariel ia ser loira? Como essa sereia conseguiu seu surpreendente cabelo ruivo? Ron explicou que foi devido ao fato dos dois diretores serem ruivos e porque essa cor de cabelo combinava melhor com a personalidade de Ariel. E, para dizer a verdade, foi uma decisão acertada, já que o tom da sua imensa cabeleira cria um grande contraste com o azul-turquesa do mar.

 

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John relembrou que os compositores Howard Ashman e Alan Menken “escreveram a partitura no prédio dos Estúdios de Animação. Tinha uma sala com teclado e tudo. E ao lado da sala, os roteiristas começavam a trabalhar nas ideias para ‘Embaixo do mar’ e outras músicas. As coisas eram desse jeito no início dos Estúdios de Animação da Disney, foi o mesmo esquema com ‘Branca de Neve e os Sete Anões’ e ‘Cinderela’. Os compositores estavam com o resto da equipe”.

Ron acrescentou que “nos velhos tempos, a sala onde trabalhava o diretor era conhecida como ‘A sala de música’, porque tinha um piano. Muitos dos primeiros trabalhos eram muito musicais, como ‘Branca de Neve e os Sete Anões’. Com o passar dos anos, a música foi ficando em segundo plano e, por isso, ‘A Pequena Sereia’ foi como voltar aos velhos tempos”.

 

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Outra coisa importante da história da Disney que interferiu na criação de “A Pequena Sereia” foi o documentário Mysteries of the Deep (O Mistério das Profundezas). Realizado em 1959, convidava os espectadores a viverem as belezas do mundo submarino, um recurso importante para Ron e John, ambos criados no árido Oeste. De acordo com John, “tinha algumas imagens incríveis de um polvo andando pela areia do oceano. Ruben Aquino, o principal animador de Úrsula, aproveitou essas imagens como base para desenhar sua caminhada, com os tentáculos deslizando ao seu redor. Pegava imagens estáticas do documentário e desenhava por cima delas”.

 

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Um recurso visual menos deslizante foi o modelo de filmagem de Sheri Stoner, que serviu para captar o movimento do cabelo embaixo da água. “A gente não pensa nisso, mas criar animações embaixo da água é muito mais difícil porque o cabelo sempre tem que estar em movimento, qualquer tipo de mecha precisa flutuar e o mesmo ocorre com os cachos e as bolhas… a gravidade é diferente”, explicou John. Por outro lado, os diretores disseram que os animais sempre são mais fáceis de animar do que as pessoas e, por isso, Ariel foi muito mais difícil de fazer em sua versão humana do que na versão sereia.